Docente da Universidade do Arizona ministra palestra na Uema


Por em 27 de setembro de 2012



 

Nesta manhã (27), foi realizada, no auditório do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), a palestra “Mapeamento participativo e gestão municipal no Ceará”, proferida pelo professor da Universidade do Arizona e Ph.D. em Antropologia Aplicada, Timothy J. Finan.

Oriundo de uma das universidades mais importantes de pesquisa pública dos Estados Unidos, o palestrante destacou seu apreço pela pesquisa aplicada, que busca entender e compreender problemas reais, bem como as possíveis resoluções específicas desses.

Abordando temas como sociedade e natureza, o professor Finan e sua equipe de trabalho desenvolvem, desde meados do ano de 1997, no estado do Ceará, projetos contínuos de pesquisas compreendendo duas linhas: a linha disciplinar da seca e a governança pública.

Essas pesquisas são resultados de convênios firmados entre a Universidade do Arizona com a Universidade Federal do Ceará (UFCE) e com a Universidade Estadual Vale do Acaraú (Uva).

O estado do Ceará, situado em uma região semi-árida, ao longo dos séculos tem sido assolado por secas severas e recorrentes, que ocasionam uma remodelagem na paisagem ecológica e sociopolítica da região.

As sucessivas secas, de acordo com o professor Finan, expõem a população à vulnerabilidade, entendida como um fenômeno de estresse natural aliado à capacidade adaptativa dessa população a eventos naturais. Segundo ele, “períodos de extrema vulnerabilidade são tidos como responsáveis pela relação paternalista entre Estado e a comunidade pobre, bem como pelo cômodo relacionamento entre elites em cargos públicos”, afirmou.

Conforme destacou Timothy Finan, uma alternativa de ruptura com o sistema clientelista político – que ao assegurar a implementação de medidas paliativas, não impactam a estrutura da vulnerabilidade da população – tem sido a aplicação de metodologias que pressupõem o entendimento do conceito de democracia pela população tradicionalmente atingida pelas secas.

As metodologias de gestão participativa e de mapeamento georreferencial dos fenômenos, aplicáveis em contextos democráticos, de acordo com o palestrante “são mais viáveis às vicissitudes da natureza”, pontuou.  



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