Alunos da Uema constroem veículo para competição nacional


Por em 21 de fevereiro de 2013



Estudantes dos cursos de Engenharia Mecânica e da Computação, da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), trabalham a todo vapor para finalizar o protótipo de um veículo automobilístico, que deverá ser apresentado durante a 19ª Competição Baja SAE Brasil – Petrobras, que acontece no período de 14 a 17 de março, no Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (ECPA), em Piracicaba – SP.

Formada por 23 integrantes, sob a orientação da professora mestra Maria Amália Castro, a equipe Bumba Meu Baja, que representará o Maranhão no evento, apesar de iniciante nessa competição, já obteve o 1° lugar na categoria “Espírito de Equipe” e a 9ª colocação geral, na Etapa Nordeste, realizada no período de 9 a 11 de novembro de 2012.

Segundo a acadêmica Jeyciane Lisboa, que é a capitã da equipe, o Projeto Minibaja-Uema foi iniciado em dezembro de 2012, logo após a apresentação dos resultados da competição anterior. “Atualmente, estamos finalizando a construção do protótipo e realizando os últimos ensaios de componentes do carro, no Núcleo Tecnológico de Engenharia da Uema (Nutenge)”, relatou. 

Para construir o veículo, a equipe buscou informações em livros, monografias, dissertações, teses, artigos, além de muita pesquisa na internet, o que rendeu bastante aprendizagem para os estudantes. E são justamente a aquisição de conhecimentos e as parcerias firmadas os principais fatores motivacionais desses alunos. “Foi muito gratificante encontrar pessoas formadas na nossa universidade que nos deram a maior força. Ouviram-nos, compreenderam, apoiaram e se tornaram nossos parceiros”, reconheceu.

Sobre o diferencial do projeto que os estudantes da Uema apostam para obter bons resultados na competição, outro membro da equipe, Daniel Nuna, é quem dá os detalhes. “Como inovação tecnológica, apresentaremos um sistema anti-capotamento no eixo transversal do veículo, sistema de anti arfagem veicular excessiva através do corte sequencial de ignição em frequências pré-definidas quando este atinge o ângulo limite pré-determinado, regulado através de sistema automatizado, não necessitando de posição específica na estrutura do veículo. O desenvolvimento se deu com um novo tipo de sensor menos suscetível a oscilações do monobloco dos veículos que abrangem sua utilização”, explicou.

Segundo Daniel, esses sistemas foram desenvolvidos para aplicação em veículos da modalidade Arrancada (reconhecida pela Confederação Brasileira de Automobilismo – CBA), mais especificamente para as categorias Força – Livre Tração Traseira e demais categorias que necessitem deste corte devido à instabilidade da pressão da bomba de óleo. “No entanto, serão realizadas adaptações para o minibaja, visando a simplificação do sistema, uma vez que todo o sistema foi desenvolvido para trabalhar com sinal de ignição padronizado em 5V”,  ressaltou.

Apesar de ainda não estar concluído, o valor total do projeto gira em torno de 20 mil reais. E é exatamente a falta desse montante que tem prejudicado muito no cumprimento dos prazos do cronograma da equipe, lamenta Jeyciane. Mesmo assim os estudantes estão confiantes, e esperam representar bem o Maranhão nessa competição. “Afinal, nos esforçamos ao máximo para projetar e desenvolver o carro. Estamos ansiosos em ver o protótipo andando, sendo testado e visto pelo Estado, ampliando as visões para a Universidade”, declarou Jeyciane.

A finalização do projeto está prevista para o dia 5 de março, quando a equipe Bumba Meu Baja fará uma demonstração do protótipo no Campus Universitário Paulo VI. Já a viagem dos estudantes está marcada para o dia 10 de março.

O carro e a competição – Os Baja SAE são protótipos de estrutura tubular em aço, monopostos, para uso fora de estrada, com quatro ou mais rodas, motor padrão de 10 HP e capacidade para abrigar um piloto de até 1,90m de altura e até 113,4 kg de peso. Todo o sistema de suspensão, transmissão, freios e o próprio chassi são desenvolvidos pelas equipes, que têm, ainda, a tarefa de buscar patrocínio para viabilizar o projeto e a viagem da equipe ao local da competição. 

Entre as provas da Competição Baja SAE Brasil-Petrobras estão avaliações de projeto, por meio de relatórios e apresentação, testes de tração, aceleração, velocidade máxima e o esperado enduro de resistência, que tem quatro horas de duração e é feito em pista de terra com muitos obstáculos.

 

 



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