Simpósios Temáticos são apresentados em evento de História da Uema


Por em 6 de junho de 2013



Dando continuidade à programação, foram apresentados, na manhã de ontem os simpósios temáticos do III Simpósio de História do Maranhão Oitocentista, realizado no prédio do Curso de Arquitetura e Urbanismo – Centro Histórico.

De acordo com o professor Alan Kardec Gomes, o evento está com mais de 300 inscritos, participando alunos oriundos de várias instituições e municípios, além dos estudantes do Programa Darcy Ribeiro. Alan explica que ainda há uma carência muito grande de eventos como esse na região e por isso, a grande demanda de participantes. Sobre o tema “Impressos no Brasil do Século XIX”, ele ressalta: “já diz bem o que a gente pretende, o Maranhão tem tipografia desde 1821, então o estado tem uma grande experiência, porque nós somos a primeira província do Brasil a ter tipografia e essa larga experiência com jornais que o Maranhão tem. É de profunda relevância todo esse tema que envolve a impressa, os meios de divulgação e esse contato direto com a população”.

A acadêmica Luisa Moraes Cutrim,do 8º período do Curso de História da Uema, apresentou a pesquisa “Os espaços na política do Maranhão Vinitista: a prisão do negociante Rodrigues de Miranda”, na qual analisa de que forma, a Revolução do Porto influenciou as dinâmicas políticas e constitucionais das províncias, a partir de aspectos como a prisão do negociante João Rodrigues de Miranda.

“Perceber as ideias das outras pessoas e mostrar as pesquisas de todo mundo que tá no mesmo meio, é muito interessante, ajuda muito no crescimento, nas nossas pesquisas e estudos. Acho muito válido ter eventos como esses, já é a terceira edição, e eu participo desde a primeira, por ser um tema que eu já estudo há um tempo”, afirmou Luisa.

O estudante André Luís Bezerra Ferreira, do 6º período de História da Ufma, campus de Pinheiro, apresentou o estudo “Cativos por Nascimento, Livres por Direito, Rebeldes por Dignidade: a invasão do quilombo São Sebastião”, no qual tratou sobre a resistência do negro à escravidão, organização dos grupos quilombolas, revoltas e insurreições.

O pesquisador ressaltou que “o evento é de suma importância antes de qualquer coisa, para o estado, porque o Maranhão precisa apresentar ainda mais uma imagem no âmbito nacional. Sua produção historiográfica, acadêmica, independente de qual seja sua área. Aqui, a presença escrava, dos africanos, foi bastante relevante”, apontou André Luís.

O Simpósio de História do Maranhão Oitocentista é uma organização do Núcleo de Estudos do Maranhão Oitocentista (Nemo) – Diretório Grupo de Pesquisa CNPq e com apoio da Fapema.

As atividades do evento acontecem até amanhã (7) e vão contar com apresentação de trabalhos, mesas redondas e lançamento de livros.



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