Pesquisador da Uema fala sobre conservação de recursos genéticos animais no CNPA 2013


Por em 20 de novembro de 2013



O pesquisador Afrânio Gonçalves Gazolla, ministrou na palestra "Conservação Genética de Cavalo da Raça Baixadeira", no II Simpósio sobre Conservação e Utilização de Recursos Genéticos Animais – evento paralelo ao VIII Congresso Nordestino de Produção Animal ocorrido.

O encontro correu na última semana, em Fortaleza-CE. O professor Gazolla apresentou um histórico dos cavalos na região, desde a chegada dos animais para produção no Brasil, à época da colonização que se adaptaram ao meio, até a chegada de raças exóticas que, gradualmente, quase causaram a extinção dos animais localmente adaptados. "Se não fosse pela ação de alguns criadores e pesquisadores, isso teria acontecido", alertou Gazolla.

O pesquisador também falou sobre as ameaças à diversidade dos recursos genéticos animais, como a globalização, intensificação e mecanização; as mudanças nas práticas culturais, o enfraquecimento das instituições tradicionais e das relações sociais; a pressão demográfica e menor acesso aos recursos genéticos animais; perda de pastagens e degradação dos recursos genéticos animais.

De acordo com Gazolla, na maioria dos países em desenvolvimento faltam profissionais da área de melhoramento genético, faltam políticas e legislação específica para a área, bem como estrutura e apoio para cooperação, nacional, regional e internacional. “Percebe-se também um desinteresse pelas instituições nacionais de pesquisa agropecuária e ONGs, pelo pouco conhecimento dos organismos internacionais que financiam pesquisas”, explicou.

Durante a palestra foi apresentada a rede de recursos genéticos animais da Embrapa, que segundo o pesquisador é um modelo mundial. "Essa organização que existe no Brasil, com projetos de conservação de diferentes espécies de animais e projetos de pesquisa relacionados a eles, de forma coordenada, não é comum em outros países. A Embrapa, por exemplo, já está trabalhando de acordo com as áreas estratégicas de pesquisa preconizada pela FAO: caracterização, conservação, utilização sustentável e capacitação”, disse Gazolla. 

As pesquisas com o Cavalo Baixadeiro tiveram início em 2002, com a Dissertação de Mestrado do professor Osvaldo Serra, que foi auxiliado pelos professores Francisco Lima, Afrânio Gazolla e Adélia Waquin e contou com a orientação do professor Ricardo Telles.

 



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