Grupo de Pesquisa do Programa de Agroecologia da UEMA desenvolve técnica de Rizipiscicultura em Arari-MA


Por em 5 de dezembro de 2013



A Rizipiscicultura é uma técnica que integra a piscicultura dentro da cultura do arroz irrigado, como uma estratégia para intensificação do cultivo em áreas densamente povoadas. Pensando nisso, o Grupo de Pesquisa do Programa de Agroecologia da Uema (Agroeco), coordenado pelo professor Christoph Gehring, desenvolveu no último mês, a técnica no município de Arari-MA, no povoado de Estirão Grande.

A Rizipiscicultura é uma técnica de cultivo consorciado de arroz com peixe, que já vem sendo explorada na China há mais de mil anos, como explica o professor Christoph Gehring, do Programa de Pós-Graduação em Agroecologia da Uema. “Nessa técnica, ambos os lados se beneficiam, a gente consegue produzir muito mais, num pequeno espaço e com menos investimento financeiro. O peixe come as pragas do arroz e as plantas daninhas, além de servir como adubo. Em contrapartida, a planta dá sombra, abrigo e proteção ao peixe. Assim, é possível produzir muito mais, em pouca terra, e gastando menos insumo”, afirma o pesquisador.

O pesquisador acrescenta ainda que a unificação dos dois componentes dentro de um sistema de produção integrado não somente aumenta a produtividade pela partição de nichos, como também cria interações sinergéticas importantes entre os componentes. “Em termos nutricionais, o arroz se beneficia das fezes dos peixes, e os peixes se beneficiam do arroz pela rebrota do arroz após a colheita (engorda final na soca) e pelo perifíton nos colmos do arroz”, explicou.

O grupo de pesquisa do Programa de Agroecologia da Uema trabalha no aprimoramento da rizipiscicultura, na averiguação do seu balanço ecológico e na sua propagação. “Por garantir uma alta produtividade, riscos financeiros relativamente baixos e uma boa remuneração do trabalho familiar, a rizipiscicultura é uma alternativa promissora para agricultores familiares da Baixada Maranhense e potencialmente também de outros grandes trechos da Amazônia, como uma estratégia de combate à pobreza destinada a produtores ribeirinhos minifundiários”, destacou o professor Christoph Gehring”.

Para desenvolver a técnica de rizipiscicultura no município de Arari, um grupo de 127 participantes, entre pesquisadores, estudantes, agricultores e autoridades políticas, deslocaram-se ao povoado de Estirão Grande, com o intuito de difundir a inovação tecnológica às famílias ribeirinhas.



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