Tradição Quilombola é Tema de Livro Lançado no CCSA


Por em 27 de junho de 2014



O Departamento de Ciências Sociais e o Programa de Pós-Graduação em Cartografia Social e Política na Amazônia (PPGCSPA), da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), realizou, na manhã de hoje (27), o lançamento da Coletânea de artigos “Insurreição de Saberes 3: tradição quilombola em contexto de mobilização”, no auditório do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA).

Estiveram presentes na solenidade o vice-reitor da Uema, Gustavo Pereira da Costa; o diretor do CCSA, José Antônio de Carvalho; o secretário regional da SBPC e representante do Centro de Cultura Negra do estado, Luiz Alves; a coordenadora do PPGCSPA, Cynthia Carvalho; a diretora do Curso de Ciências Sociais, Karina Borges; o chefe do Departamento de Ciências Sociais, José Domingos Cantanhede e a representante de comunidades afro-religiosas, Maria Venina Carneiro Barbosa.

O Livro, cujo homenageado é João Francisco dos Santos, primeiro presidente da Secretaria Nacional do Movimento Negro e o primeiro titular da Secretaria da Igualdade Racial – é uma produção intelectual coletiva e diversa, que congrega vários autores e abordar questões relativas à afirmação étnica de povos e comunidades tradicionais, que se constrói relativizando várias concepções, inclusive amarras teóricas metodológicas com pesquisadores de diversas áreas do conhecimento.

Na oportunidade, a convidada especial Maria Venina destacou a importância da conservação da cultura afrobrasileira e a valorização que a academia tem dado às comunidades quilombolas, no sentido de preservação dos saberes.

Para o professor Luiz Alves, o tema do Livro foi bastante oportuno, tendo em vista não só a conservação da cultura negra, mas do reconhecimento das contribuições que a África deu à humanidade, que segundo ele, ficaram esquecidas durante anos, devido a visão eurocentrista de muitos estudiosos.

Em sua fala, o professor José Antônio de Carvalho, agradeceu o empenho de todos os envolvidos que tem contribuído para a produtividade acadêmica na área de Ciências Sociais na Uema. De acordo com ele, a produção de mais uma edição da Coletânea é resultado de uma construção que começou com o Curso de Especialização em “Sociologia das Interpretações”, e que cada vez mais se propagou no momento que se instalou o GESEA (Grupo de Estudos Socioeconômico da Amazônia) e depois com Programa de Mestrado em Cartografia Social e Política da Amazônia.

O vice-reitor Gustavo Costa externou sua grande satisfação em participar do momento. “Existem momentos na universidade que são muito revigorantes, um deles é quando a comunidade acadêmica, representada por pesquisadores, docentes, alunos e, também, por não acadêmicos, mas detentores de saberes, se propõe a desenvolver um conteúdo para ser eternizado. Por si só o lançamento de um livro já é um momento marcante no dia a dia de uma instituição e, neste mister, o resgate da trajetória do movimento social negro no estado se deu por esses saberes tradicionais numa visão muito contemporânea”.

Para a professora Cynthia Carvalho, uma das organizadoras da Coletânea, a publicação é fruto da dedicação individual e mental de cada pesquisador no processo de desconstrução e construção do conhecimento. “Todo esse trabalho que a gente vem realizando no âmbito do grupo de pesquisa, a despeito de apontar para o coletivo aponta também para solidão da produção intelectual que busca autonomia e se apóia somente na própria capacidade intelectual dos autores de observar situações localizadas e nas redes que a sustentam, redes pouco institucionalizadas e que fogem de alguns modos de abordagem considerados consagrados, trazem o inusitado que somente o dado etnográfico é capaz, e que resiste ao tempo, no sentido de consagrar um determinado momento das situações observadas”, explicou.

 



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