Encontro do Projeto Nova Cartografia Social discute relatório preliminar de acervo dos quilombolas no Brasil


Por em 28 de setembro de 2015



reunião quilombolas 1Na última sexta-feira (25), professores, representantes de movimentos sociais, associações locais e organizações de quilombolas participaram, no auditório do Hotel Portal da Amazônia, do “Encontro do processo de consulta sobre o acervo Digital referente às comunidades quilombolas no Brasil”, promovido pela coordenação do projeto “Nova Cartografia Social das comunidades quilombolas do Brasil”, que possui integrantes do Programa de Pós-Graduação em Cartografia Social da Amazônia da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

De acordo com a organização, o Encontro teve o objetivo de apresentar o “Relatório Preliminar de Fontes Documentais e Arquivísticas”, que consiste em um minucioso levantamento dos dados e informações sobre as comunidades quilombolas, derivado de fontes de instituições públicas e privadas, registros de atos de Estado, mobilizações de movimentos sociais, procedimentos oficiais de regularização fundiária dos povos tradicionais e suas limitações. Estiveram presentes as comunidades quilombolas do Pará, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e etc.

Dentre os itens que compõem o documento, estão: Congresso Nacional e seus atos; Agências Governamentais e suas ações; Bibliotecas Digitais; Documentos do Supremo Tribunal Federal; Ministério Público Federal; Documentos da Sociedade Civil; Livros e teses; Situações de conflitos sociais nas comunidades de Santarém (PA), Jambuaçu (PA), Marajó (PA), Alcântara (MA) e Brejo dos Crioulos (MG); Publicações sobre o tema quilombo, produzidas pelo PNCSA.

“O Projeto tem uma experiência bem ampla em relação às comunidades quilombolas do Brasil e do MA, não só em pesquisa de campo, mas em levantamento de fontes secundárias que estão sistematizadas no projeto. Estamos aqui para a apresentação dos trabalhos de pesquisa que estão sendo desenvolvidas, a partir de um financiamento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), para alimentar um banco de dados que possa ser acionado pela Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR)”, enfatizou a profa. Cynthia Carvalho Martins, coordenadora do projeto.

Já o prof. Alfredo Wagner Berno de Almeida, também coordenador, falou sobre importância do momento e a participação dos movimentos sociais. “É de grande importância para a UEMA que trabalha diretamente com o PNUD e a SSEPIR, onde, a partir disso, consegue se inserir numa luta geral dos quilombos do país inteiro, e em especial ao nosso Maranhão, que é o segundo estado com maior número de comunidades quilombolas”, destacou.

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O Encontro com duração de dois dias também contou com discussões para o aprimoramento do relatório.

Lançamento de livro

Às 18h foi lançado o livro “Resistência e Fé: Narrativas de um Quilombola”, de Ednaldo Padilha, o “Cabeça”, do quilombo Camaputiua (Cajari-MA). Segundo o autor, o livro visa manter a cultura da vivência dos quilombolas, relatar as lutas e enfrentamentos nas comunidades, a religiosidade e os ensinamentos de seus antepassados.

Por: Jesilene Corrêa

Fotos: Edson Costa



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