UEMA visita projeto “Rua Digna” no Complexo Penitenciário de São Luís


Por em 22 de novembro de 2017



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Cumprindo uma pauta da reunião realizada no Campus Paulo VI, entre representantes da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), no último dia 14, uma comitiva da UEMA liderada pelo vice-reitor Walter Canales, visitou, na manhã desta terça-feira (21), as dependências do Complexo Penitenciário de São Luís.

A visita teve como principal objetivo apoiar ações da SEAP para a ressocialização e profissionalização de apenados do Sistema Penitenciário Estadual, inicialmente com a fabricação de blocos, que serão utilizados na pavimentação de ruas em várias comunidades carentes, por meio do projeto “Rua Digna”, implantado na capital.

A proposta, na verdade, consiste no acompanhamento da qualidade do processo de fabricação desses blocos de concreto que serão testados no Laboratório de Concreto e Material de Construção da UEMA, coordenado pelo professor Eduardo Aguiar.

O projeto envolve cerca de 120 internos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde terá,pedrinhas (1) também, a participação de professores e de estudantes do Curso de Engenharia Civil e estagiários da Assessoria de Gestão Ambiental da universidade, na fiscalização das obras de implantação de vias do projeto “Rua Digna”, do Governo do Estado.

Conforme explicou o vice-reitor, a visita foi muito proveitosa e superou todas as expectativas no que se refere à ressocialização dos apenados. “É importante a gente constatar in loco uma situação, que é completamente diferente do que vimos alguns anos atrás, com as notícias que ocorriam na Penitenciária de Predrinhas. Hoje, a situação é totalmente diferente, e, de acordo com as informações, 25% dos apenados encontram-se em atividades de ressocialização”, descreveu o professor Walter.

Ele ainda acrescentou: “No que universidade puder auxiliar essas atividades, estaremos àpedrinhas (5) disposição para que o projeto tenha um alcance ainda maior”. E concluiu: “Nós podemos também ajudar no controle tecnológico dos blocos de cimento, na adição de alguns resíduos que podem ser incorporados ao bloco sem a perda de sua resistência, na introdução da pigmentação dos blocos para que fiquem coloridos e, ainda, outras ações de cunho ambiental, na parte de desperdício, adubo orgânico, além de projetos na área de soldagem”.

Para o secretário adjunto de Atendimento e Humanização Penitenciária, Rafael Velasco, a UEMA e SEAP podem colaborar muito para a ressocialização e a melhoria da qualidade de vida no Maranhão. “Como a UEMA é referência nacional em cursos presenciais e a distância, esperamos uma parceria nesse sentido, para a capacitação de presos e servidores”, disse. E afirmou: “A universidade pode capacitar nossos presos, profissionalizando-os em diversas áreas, dando a cada interno a possibilidade de descobrir uma nova carreira, uma nova vocação. E aos servidores, que ampliam seus horizontes, tornando-se melhores gestores públicos”.pedrinhas (2)

O interno, Ariosvaldo Santana, que trabalha na construção dos blocos, declarou que o projeto é muito importante e oferece uma melhor qualidade de vida ao apenado. “O preso que fica na sela sem ocupação só pensa em fugir e fazer coisas erradas, mas quando temos a possibilidade de trabalhar, o tempo passa mais rápido e nos sentimos útil”, relata.

Já Salete Varão, da Unidade Prisional Feminina, que trabalha no setor de malharia, ressaltou que o trabalho é digno e ajuda os presos. “Me sinto útil e aprendo todo dia uma coisa nova. Isso para mim é um recomeço e ajuda muito na minha ressocialização”, entende Salete.

Benefícios – o apenado que trabalha no projeto, tem um dia descontado na pena por cada trêspedrinhas (4) dias trabalhos. E, além disso, se a fábrica – que são 5 – produzir 700 blocos a cada dia, os presos ganham um salário mínimo por mês. Se a produção for inferior a isso, recebem 3.1/4 do salário mínimo, que é depositado em uma conta salário, sacado por um membro da família.

O projeto teve início em 2015, com 10 internos. Hoje, conta com o trabalho de 177 pessoas presas e a utilização de 15 betoneiras para a produção de blocos estruturais, manilas e meio fio. A produção mensal, que é de 220.500 unidades mensais, é utilizada na pavimentação do Complexo Penitenciário de São Luís e na pavimentação de ruas e avenidas, através do Programa de Governo projeto “Rua Digna”.

 Ainda participaram da visita, os professores Eduardo Aguiar (CCT), João Aureliano Filho (CCT), Luís Álvaro Corrêa (Proexae),  Getúlio Assunção (Vice-Reitoria), Gleison Gomes (Opus Empresa Júnior), Ana Luiza Caldas (AGA), Thais Letícia Pinto (Aluna de Engenharia) e Fúlvio Willian (Opus Empresa Júnior)

Texto: Alcindo Barros



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