Alunos de Engenharia da UEMA e as possibilidades aeroespaciais


Por em 15 de março de 2018



Há cerca de um ano atrás, a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) inovou e criou o mestrado de Computação Aplicada direcionada a Engenharia Aeroespacial. O curso é um marco importante para os alunos, uma vez que agora é possível se especializar na área sem, necessariamente, sair do estado, além da possibilidade de trabalhar no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Para entender mais a linha de pesquisa, conversamos com Henrique Mariano Amaral, professor e coordenador do programa que explicou como funciona o curso e a importância dele.

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(Foto: Edson Costa / Ascom)

O curso funciona como uma rede colaborativa envolvendo o Centro de Lançamento de Alcântara, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA) e a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e é coordenado pelo Programa de Pós-graduação em Engenharia da Computação e Sistema (PECS) da UEMA. Com a duração de dois anos e uma turma de cerca de 20 alunos de várias habilitações do curso de engenharia, o curso tem em sua grade 50 temas que foram levantados juntamente com o CLA. Temas estes que foram detectados após problemas que a Base já havia passado e assim os alunos desenvolverem soluções durante o curso.

Segundo o professor Henrique Mariano, a equipe de profissionais que trabalham no CLA é formada por pessoas de fora do estado: “Nosso objetivo é capacitar pessoas daqui do Maranhão e que possam vir prestar serviços, criar start ups, criar outras empresas e um ecossistema voltado para esta área”.

“O nosso mestrado é em Engenharia da Computação, e nós temos duas áreas: Tecnologia da Informação e Computação Aplicada. Esta segunda é uma área transversal porque pode ser aplicada em vários campos e, também, em Engenharia Aeroespacial que podem ser trabalhadas por meio de sensores, controles, mecânica, etc. Tudo isso voltado para métodos computacionais direcionados a estes tipos de problemas”, comenta o professor a respeito de como o curso funciona.

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Cada aluno tem um orientador, um co-orientador no ITA e um co-orientador dentro do CLA. (Foto: Edson Costa / Ascom)

O objetivo do curso é, também, ofertar um estágio para o aluno do mestrado no CLA. A ideia por meio disso surgiu após um contato com a Base a respeito de temas levantados com os alunos e que foram suscitados pelo CLA. Segundo o professor Mariano, a logística funciona da seguinte forma: “Cada aluno tem um orientador, um co-orientador no ITA e um co-orientador dentro do CLA. E assim criar-se toda uma rede colaborativa de conteúdo para o aluno durante o curso”.

Futuros mestres

Com duração de dois anos, o objetivo do curso é criar uma cadeia produtiva e capacitada para exercer funções e disponibilizar conhecimento acerca da engenharia aeroespacial dentro do estado do Maranhão, criando assim, futuros mestres preparados para cargos em funções no CLA.

Isso representa possibilidades significativas uma vez que o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) está geograficamente bem localizado para o lançamento de satélites, foguetes e trabalhos envolvendo engenharia aeroespaciais.



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