III Encontro de Pesquisadores em Educação é realizado em Caxias


Por em 22 de outubro de 2018



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(Foto: Emanuel Sousa)

Durante os dias 17 a 19 de outubro, professores e alunos do Curso de Pedagogia do CESC-UEMA realizaram, no auditório da instituição, o III Encontro de Pesquisadores em Educação (EPED). Idealizado em 2015, e tendo sua primeira edição no ano seguinte, em 2018 o evento foi organizado por professores e alunos do 6º período do curso.

O EPED foi criado para que professores e alunos pudessem discutir a pesquisa como produção de conhecimento. A profª Dra. Franc-Lane Sousa do Nascimento, uma das organizadoras, diz que o trabalho é focado nos acadêmicos: “É direcionado a eles. É um momento em que há troca de experiências, onde se encontra a tríade ensino, pesquisa e extensão”.

Neste ano, o tema abordado foi “Trabalho de Conclusão de Curso (TCC): construção e socialização do conhecimento na perspectiva interdisciplinar”. Esse enunciado faz com que os pesquisadores se voltem para as transformações socioculturais, as transformações sociais e os desafios da interdisciplinaridade.

Houve espaço para a divulgação de várias pesquisas feitas por professores e alunos de outras licenciaturas do CESC/UEMA. Ficaram destacados os Programas de Iniciação Científica, PIBEX, FAPEMA e CNPq.

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(Foto: Emanuel Sousa)

Para a profª Dra. Waldirene Araújo, ex-aluna do CESC\UEMA, elaborar um TCC é preciso conhecer o lugar de onde se fala. “Isso é condição fundamental para quem necessita investigar como proceder ou desenvolver uma atitude interdisciplinar na prática diária. Acredito que o princípio é a escrita. Se há pouca leitura ou nenhuma, como escrever? Nos trabalhos de monografia percebemos as dificuldades dos alunos pelo fato de não lerem o suficiente. Na hora de escrever surge o pânico da folha em branco”.

Entre os assuntos apresentados pelos pesquisadores estavam: Educação Inclusiva; Elaboração de Monografias e Currículos; Formação e Função do Supervisor Escolar; Revisão Ética na Pesquisa em Educação e Práticas Pedagógicas na Educação Infantil.

A profª Maria Tereza da Silva Orsano, também formada no CESC/UEMA, narrou sua experiência de elaboração do TCC: “São muitas dificuldades. Mas, à medida em que o acadêmico investiga, escreve, conversa com o orientador, ele vai assimilando o conteúdo e ganhando confiança”.

Recomendo que leiam. O aluno passa o curso inteiro fazendo atividades, mas não lê. Decide fazer isso na época do TCC”, completou a professora. E, também, falou sobre o EPED: “Encontros assim são prazerosos porque envolvem a educação. Abrimos mais nosso campo de visão, enriquecemos nossa vivência. Somado a isso está a interdisciplinaridade”.

Acadêmicos bolsistas também apresentaram trabalhos de pesquisa. Como Marcos, que cursa Letras: “Meu trabalho consiste em digitalizar obras de escritores maranhenses, de modo específico os de Caxias, visando democratizar o acesso a elas. Faço isso em parceria com a ACL (Academia Caxiense de Letras)”.

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(Foto: Emanuel Sousa)

 

A profª Dra. Elizângela Martins, do CESC/UEMA, ressaltou o caráter científico da elaboração do TCC. “Não podemos abandonar as explicações científicas. Se estou na Academia, preciso me propor ao desafio da pesquisa. Tudo o que vimos aqui será aplicado em algum momento, na prática. E existem as contribuições dessa investigação na formação dos acadêmicos”.

A ética também foi abordada durante os debates. Falou-se em práticas como pagamento de pessoas para fazer o TCC; o conluio (acordo entre duas ou mais pessoas visando prejudicar alguém) e o plágio. Esta última prática pode ocorrer de várias formas: acidentalmente; por falta de tempo; pela facilidade de acesso à informação eletrônica e aos recursos de edição de texto; interesse em aumentar o número de publicações e falta de ética. Quando se descobre que o TCC foi plagiado, o autor, mesmo depois de graduado, pode ter seu título cancelado.

No III EPED ficou evidenciado que é preciso motivação para elaborar um TCC. E que, mesmo com as várias pesquisas vistas, com seus respectivos percursos metodológicos, cada acadêmico e professor não pode ficar acomodado. Deve ser sempre um investigador, trocar conhecimentos.

Por Emanuel Sousa



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