UEMA Campus Caxias realiza IV Colóquio de Ciências Sociais


Por em 22 de novembro de 2018



DSC07499Foi realizado entre os dias 19 e 21 de novembro, o IV Colóquio de Ciências Sociais, do Campus da UEMA Caxias. Com o tema “Poder, Identidade e Movimentos Sociais”, o evento que foi promovido pelo Departamento de Ciências Sociais e Filosofia, teve como objetivo possibilitar a reflexão e propiciar a socialização do conhecimento no contexto sociopolítico do Brasil contemporâneo e partilhar experiências através de debates, mesas redondas e grupos de trabalho.

A professora Maria de Fátima Alencar, que representou a diretora do Campus Caxias, Valéria Cristina, em sua fala de abertura, baseou-se nos ensinamentos de Paulo Freire: “Aqui, alunos se fazem presentes para a discussão. Para a superação da desigualdade, o professor tem papel fundamental, pois ajuda na conscientização. Com a busca da democracia, conquistamos espaços e eles são frutos de mobilização”.

Em seguida a professora Cléia Maria Lima Azevedo, chefe do departamento de Ciências Sociais e Filosofia, disse: “Através do Colóquio surgiu o curso de vocês. O Colóquio é a gênese dele. Que a gente produza bastante durante os três dias”.

A professora Arydimar Vasconcelos Gaioso, diretora do Curso de Ciências Sociais, afirmou: “Em agosto de 2018 este curso completou um ano. Temos que nos perguntar qual nosso papel como cientistas sociais. Além de continuar mostrando o que é o curso, nós trazemos problemáticas. O tema do Colóquio não é aleatório, ele parte da necessidade de conhecer o que vivenciamos hoje”.

A convidada da conferência de abertura foi a professora Dra Lucineide Medeiros, da Universidade Estadual do Piauí (UESPI): “Não sou cientista social, mas pedagoga. Através do diálogo creio que posso compartilhar. Falar de movimentos sociais faz parte de meu cotidiano. Não temos uma teoria para dizer o que é movimento social. Com a descoberta da América surgiu a noção de raças e foi-se percebendo que o papel do dominador casa com o poder cultural. Quero lembrar que os movimentos também são feitos por quem não quer mudanças (isso ocorre no campo empresarial)”.

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No último dia os acadêmicos apresentaram projetos de pesquisa que fazem parte da disciplina “Prática Curricular na Dimensão Sócio-Política”. Dentre os títulos dos projetos apresentados estão “Políticas Públicas Para a Juventude”, “A Arte de Envelhecer: Desafios e Conquistas” e “Família –Escola: há vencedores ou parceiros?”. Todos os projetos foram desenvolvidos na cidade de Caxias e estão em andamento.

Na conferência de encerramento, o assunto “Identidades Dissolventes e Democracia Profunda: um Outro Caminhar é Possível”, foi tratado pelo Prof. Me. Marcondes Brito, da UFPI (Universidade Federal do Piauí), que disse: “Os movimentos e relações cristalizam identidades. E como a identidade se desenvolve no capitalismo, mesmo tardio, que é o caso do Brasil? Só é possível esse capitalismo existir se ele exaurir a sociedade. Como aglutinar as diferenças numa pauta comum dos movimentos sociais? Vale lembrar que todas as conquistas democráticas ocorreram fora do Estado”.

Por: Emanuel Pereira

 

 

 



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