UEMA discute Educação Especial no Campus Paulo VI


Por em 16 de novembro de 2018



EDITADAS-13A Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) realizou hoje (16), no auditório do CCSA, por meio do Núcleo de Acessibilidade da UEMA (NAU), o Dia Especial na UEMA, com o tema “Construindo Saberes Inclusivos”, defendido pela doutora Cristina Maria Delou (RJ), em sua palestra “Desafios da Educação Especial Inclusiva”.

Durante todo o dia serão realizados Minicursos, Palestras e Feira, com professores de renome nessa área, como: Weyffeson dos Santos (UEMA), Eder Pires (UNESP), Fabiano de Jesus Almeida (UEMA), e Flávia Teixeira Miranda (Instituto Benjamin Constant).EDITADAS-27

O evento tem como objetivo ampliar os debates e contribuir para minimizar as práticas discriminatórias, sejam elas de atitudes ou planejadas, mostrando, assim, que pode haver, entre todos, um espaço social acessível.

Segundo explica a professora Marilda Lopes Rosa, coordenadora do NAU, é um dia especial no Campus Paulo VI, visando chamar a atenção da comunidade acadêmica e da sociedade em geral para conscientiza-las de como a diversidade humana pode ser trabalhada sobre quem são as pessoas que possuem deficiências e como elas devem ser tratadas. “Essas pessoas não são doentes, são apenas diferentes e, por isso, devem estar no contexto conosco e ser respeitadas suas limitações e suas potencialidades”, disse Marilda. E reverberou: “Essas pessoas são tremendamente capazes, competentes e possuem grandes habilidades como nós”.

Para a aluna do 8º período do Curso de Direito (São Luís), com deficiência visual, Jéssica Brito, a discussão que está acontecendo na UEMA, sobre a educação especial, é de muita importância não só para ela, mas para todas as pessoas que possuem deficiências e são atendidas pela UEMA, através do NAU. “A comunidade vai ter um maior esclarecimento e, certamente, será colaboradora, a partir desse conhecimento que será demonstrado hoje com as palestras e com as oficinas que serão apresentadas na parte da tarde”, declarou Jéssica.EDITADAS-5 (1)

Para o professor Rogério Moreira Lima, diretor do Curso de Engenharia da Computação, que também ministra aulas para o NAU, a universidade tem o aspecto não só do ensino, da pesquisa e da extensão, mas precisa dar a contribuição social dela. “A academia tem que se adaptar à maneira de contribuir com a inclusão dessas pessoas e somar apoio. É o que fazemos lá na computação, com o aporte do NAU, a gente faz o acompanhamento dos alunos, buscamos saber quais são suas dificuldades, discutimos com o professor sobre essa questão. Trabalhamos muito na adaptação e característica de cada um, porque eles precisam ser orientados e avaliados, mas de maneira justa”, comenta Rogério.

A Universidade Estadual do Maranhão, hoje, conta com cerca de 85 alunos especiais, com deficiências Visual, Auditiva, Física, Intelectual, Psicossocial, Transtorno do Espectro Autista-TEA, Alta Habilidade, entre outras, matriculados nos cursos das engenharias Civil, Mecânica, Produção e Computação, Ciências Sociais, Direito, Administração, Veterinária, Agronomia, Pedagogia, Geografia, Letras, História, Química, Física, Matemática, Enfermagem e Medicina.

Texto: Alcindo Barros

Fotos: Luís Paulo



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