Letramento científico é tema de roda de conversa


Por em 27 de março de 2019



rodadeconversateseA Pró-Reitoria de Graduação (PROG) da Universidade Estadual do Maranhão promoveu na manhã desta terça-feira (26), a roda de conversa sobre “Letramento Científico no Brasil e no Japão a partir dos resultados do Pisa”, com a professora doutora Andriele Ferreira Muri Leite.

O evento, que foi destinado aos professores e servidores, tratou sobre a tese da professora que fez um comparativo entre o ensino de ciências no Brasil e no Japão, através dos dados dos resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa).

A tese, que ganhou o prêmio de melhor Tese 2018 da área de educação do país concedido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), incluiu em sua metodologia análise documental, estatística, observação de aulas de Ciências no Brasil e no Japão e entrevistas com especialistas da área de Ensino de Ciências e com representantes do PISA nos respectivos países.

Para fazer a observação das aulas de Ciência no Japão, a professora passou oito meses realizando estágio no país, na Tokyo Gakugei University (bolsa de doutorado sanduíche da CAPES – PDSE).

A professora Andriele Muri explicou porque escolheu o Japão para fazer o comparativo: “Em 2007 fui fazer um treinamento para professores no país e gostei muito do que vi em termos do ensino de ciência. Essa experiência mudou a minha prática e quando voltei repensei a forma de ensinar. Então resolvi fazer outro mestrado, agora na área de educação e doutorado na mesma área. Sempre tive vontade de fazer um comparativo entre esses países, para entender esse abismo que há entre nós, como o Japão em todas as avaliações internacionais que participa está nas primeiras colocações e o Brasil nas últimas”.

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Ela destaca que não defende que metodologias sejam importadas, especialmente por ser tratar de realidades completamente diferentes. “Acho que a gente deve conhecer um pouco de tudo, se apropriar daquilo que vai funcionar, que vai se adequar a nossa realidade. O ensino em Ciências no Japão é muito bom, que tem muita coisa para aprendermos de lá, e a ciência e tecnologia definem o desenvolvimento de um país, então devemos investir nessas áreas”, afirmou Andriele.

Sobre o Pisa

O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Programme for International Student Assessment) é organizado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e, no Brasil, a aplicação é responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC).
O teste é aplicado a cada três anos para estudantes a partir do 7º ano do ensino fundamental, com média de 15 anos. A última edição, realizada em 2016, contou com a participação de 70 países. Nesta edição o Brasil ficou na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura e 66ª em matemática. O Japão ficou em 2º lugar em ciências, 8º em leitura e em 5º em matemática.

Sobre a autora

Andriele Ferreira Muri Leite possui doutorado em educação pela PUC-Rio (2017) e fez doutorado sanduíche na Universidade Gakugei de Tóquio (8 meses). Atualmente é professora adjunta do Departamento de Educação do Campo da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). É autora do livro “A Formação Científica no Brasil e o PISA”.

Por: Polyanna Bittencourt

Fotos: Edson Costa



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