Mestrandos em Biodiversidade, Ambiente e Saúde realizam Laboratório de Imaginação no Campus Caxias

20190410_155348Alunos do Mestrado em Biologia do Campus Caxias/UEMA tiveram um momento diferente no dia 10 de abril. Eles apresentaram trabalhos em que exercitaram o aspecto criativo. Para isso tiveram que usar a capacidade de resumir os assuntos tratados.

O professor Gonçalo Mendes da Conceição, um dos orientadores do Mestrado, falou sobre a atividade: “Os alunos usaram a metodologia chamada 3MT (Apresente sua Tese em 3 Minutos). O objetivo é fazer com que o aluno de pós-graduação apresente os resultados de seu trabalho de dissertação ou de tese nesse intervalo de tempo para um público comum”.

A atividade faz parte da disciplina “Plantas, Fungos e Bactérias: da Biodiversidade à Biotecnologia”, que integra o PPGBAS (Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade, Ambiente e Saúde). A metodologia é usada para a socialização dos trabalhos dos alunos. Para isso eles usaram a imaginação e evitaram o uso de termos científicos que dificultassem o entendimento dos ouvintes.

“Nós, professores da disciplina, pedimos que cada aluno, de forma abstrata e fictícia, conseguisse inventar um produto biotecnológico e que explicasse esse processo de criação para uma plateia não especializada. Para formar essa plateia nós convidamos servidores da UEMA de nosso Centro. Dela foi constituída uma banca que avaliou todos os trabalhos e no final selecionou os três melhores”, explicou o professor Gonçalo.

Os convidados analisaram 22 trabalhos, apresentados em forma de slides. Os três vencedores foram: em 3º ficou Ronysson Ferreira de Oliveira, que inventou o “Spray Antifungo para Cicatrização”; em 2º lugar, Josemeire Ximenes, com a proposta “Uso de coleira feito com fibra de babaçu com inseticida natural para combater o calazar”; e a invenção campeã foi a de Kellyane Karen Ferreira Aguiar, denominada “Acandi – protetor diário antifúngico para tratamento de candidíase”.

O professor lembra que nenhum dos produtos existe, são todos fruto da imaginação.  “Foi um trabalho extremante importante. Conseguimos imprimir uma marca nesses alunos. Eles precisam ser sucintos na apresentação de resultados e apresentá-los da melhor maneira para uma comunidade. Daí vem a interação, a aproximação com a comunidade. Esperamos ganhar, com esse trabalho, mais espaço em outras disciplinas”, concluiu.

Por Emanuel Sousa   

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