Campus Caxias realiza I Congresso de Microbiologia e IV Seminário de Microbiologia Clínica

20190605_155802De 5 a 8 de junho ocorreu no Campus Caxias, no Anexo de Saúde,  Memorial da Balaiada e em um hotel, as atividades do I Congresso Maranhense de Microbiologia e do IV Seminário de Microbiologia Clínica do CESC/UEMA. O tema foi “Discutindo a Microbiologia no Contexto da Saúde Pública”. O evento, com palestras, conferências, mesas redondas e oficinas, recebeu o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico no Maranhão (FAPEMA).

A professora Irene Sousa, representando a Diretora do Campus Caxias, Profa. Doutoranda Jordânia Maria Pessoa, disse: ”Agradeço aos congressistas que acreditaram nesse trabalho muito importante do Prof.Dr. Laurindo. É gratificante para a Universidade ter um evento como este. É o começo. Parabenizo os alunos envolvidos e a escolha do tema, que é um desafio para a saúde”.

Um dos palestrantes, que apresentou o tema “Contexto Epidemiológico da Hanseníase no Maranhão”, foi Reagan Nzundu, enfermeiro e Professor Mestre da UFC. “A hanseníase, além de infecciosa, evolui lentamente. Levamos no mínimo sete anos para apresentar sintomas. Ela infecta muitas pessoas mas poucas adoecem. Estamos longe de controlar a doença”, ”explicou.

Alguns minicursos foram ministrados por acadêmicos de mestrado, caso de Anny Karoline Rodrigues; Kellyane Karen Aguiar e Antônio Edmilson Camelo, do Campus Caxias, que falaram sobre “Avaliação do Efeito Antimicrobiano de Extratos Vegetais”.

A qualidade da água foi o assunto tratado na conferência ”Toxicidade de Cianobactérias e suas implicações na qualidade da água” com a Profa. Me. em Biologia Microbiana Mayara Oliveira Sousa (IFMA): “Confirmar que uma intoxicação ocorreu por contaminação com cianotoxinas não é fácil porque muitos sintomas podem aparecer dias depois e você pensa que foi outra coisa, pois se confundem com os de outras enfermidades . Quem teve uma lesão na pele ou um problema nos olhos após ir num balneário, acha que é uma micose, mas pode ser uma cianobactéria tóxica”.

20190606_105345Entre os diversos assuntos abordados podem ser citados: “Uso de Bactérias no Controle Biológico de Vetores de Doenças”; “Segurança do Paciente” e “Teste de Sensibilidade a Antimicrobianos”.

Mais de 600 pessoas se inscreveram no Congresso, como Denize Gomes, do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), de Codó: “Achei interessante e esclarecedor o que foi tratado sobre diversas doenças, seus sintomas e tratamentos. Para um 1º congresso tenho elogios. Creio que nos próximos será melhor”, espera. Outro participante foi Pedro Gerônimo, de São Luís: “O evento ajuda estudantes e profissionais a se aperfeiçoarem na Microbiologia, uma área que tem crescido muito, principalmente em relação ao estudo de doenças e à resistência das bactérias aos medicamentos”.

O coordenador do evento, Prof. Dr. Francisco Laurindo da Silva, falou sobre as atividades: “Na verdade tivemos outros eventos realizados no CESC/UEMA. Esse Congresso de Microbiologia proporciona um estudo mais aprofundado, principalmente com o que se relaciona à saúde pública. São vários minicursos e palestras com pessoas altamente capacitadas. Quem ganha com isso é o alunado que participa conosco”.

No encerramento a Profa. Me. Francilene de Sousa Vieira falou sobre a entrega de prêmios: “Devido à alta qualidade dos trabalhos apresentados decidiu-se premiar o primeiro colocado e dar o prêmio de segundo colocado para dois trabalhos. Também por causa das altas notas resolvemos fazer menções honrosas”.

Durante o Congresso 232 trabalhos foram avaliados por 35 pessoas e 190 foram aprovados. Foram entregues cinco certificados de menção honrosa.

Menções honrosas:

- “Série Histórica da Leshmaniose Visceral Canina em um município do Maranhão de 2004 a 2018”; “Diagnóstico Laboratorial para o Vírus da Raiva em Morcegos da Família Molossidae”; “Habilidade Para Adesão em Catéter Versical por Linhagens Bacterianas Padrão”; “Assistência de Saúde Prestada a Paciente com Leishmaniose Visceral em um Município do Leste Maranhense”; “Contagem de Bactérias Mesófilas Estafilococos Coagulados Positivos em Amostra de Peixe do Mercado Municipal de Santo Amaro, Maranhão”

2º lugar“Índice de Infestação Predial por Aedes Aegypti em um município maranhense de 2014 a 2018” e “Avaliação do Potencial Nocivo de Salmonela em alimentos: uma revisão bibliográfica

 1º lugar“Análise Microbiológica de Condimentos Comercializados  em um Mercado na Cidade de São Luís, Maranhão”.

 Por Emanuel Pereira

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