I Simpósio Regional das Residências Multiprofissional em Saúde da Família e Enfermagem Obstétrica é realizado no Campus Caxias

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Aconteceu nos dias 08 e 09 de novembro, no Auditório Leôncio Magno, no Campus Caxias e no Memorial da Balaiada o I Simpósio Regional das Residências Multiprofissional em Saúde da Família e Enfermagem Obstétrica. O evento foi idealizado e organizado por residentes das duas áreas e coordenado pelas Profas. Dras. Joseneide Teixeira Câmara e Magnólia de Jesus Sousa Magalhães. Os palestrantes receberam certificados.

A palestra de abertura “O trabalho da equipe de Saúde da Família no incentivo ao parto normal”, foi da Profa. Dra. Ana Carla Marques da Costa, enfermeira coordenadora da Residência Multiprofissional em Enfermagem Obstétrica. Ela explicou: “Toda mulher nasceu para parir. Tudo trabalha para o parto. Quando nossas bisavós pariram, o parto era um evento familiar, um ritual. A mulher acha que não sabe parir porque não se empodera. No pré-natal o profissional deve ajudar a mulher a se perceber.”

Para a palestrante, a equipe deve saber como a família se organiza e qual o ponto de apoio da mulher, senão as atribuições ficam prejudicadas. É preciso participar da comunidade, sentir os problemas dela. A gestante se pergunta se a criança será aceita. O principal medo dela é o da dor, mas o fisiológico é perfeito.

Na mesa redonda “A atuação do enfermeiro obstetra na promoção da humanização do nascimento e combate à violência obstétrica”, foi dito que o Brasil ainda não possui uma lei específica sobre violência doméstica e 1 em cada 4 mulheres (25%)passa por isso. Muitos pensam em agressão física, mas há outros modos de violência, como intervenções desnecessárias, omissão de informações e privação de contato com o bebê.

À tarde foram ministrados os minicursos “Segurança do paciente na atenção primária à saúde”, “Testes rápidos: da teoria à prática” e “RCP na gestante: o que há de novo?”. Houve também a exibição de pôsters que abordavam diversos temas explicados por acadêmicas de Saúde da UEMA e outras instituições.

Em seguida, a Mestre em Enfermagem Conceição Aguiar falou da “Articulação entre o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e a equipe de Saúde da Família”. Para ela, “é preciso identificar o território da pessoa. A visita domiciliar deve ser planejada, é um momento de acolhida. Os agentes podem conhecer o mapeamento desses casos e podem passar com o enfermeiro para monitorar os casos. Os residentes qualificam o trabalho, pois têm noção de pesquisa”, acredita.

Os métodos anticoncepcionais foram citados por Joane Talita. Ela informou que às vezes o problema não é o método, mas como ele é usado. E que poucos falam da contracepção de emergência (pílula do dia seguinte).É preciso fazer sua divulgação, informar seus efeitos, pois não pode ser usado como água.  Ela equivale a uma cartela inteira do anticoncepcional comum e as mulheres com TPM chegam a ficar bipolares durante um período.

A fisioterapeuta Sara Sabrina, residente do PSF pela UEMA, comentou sobre o Simpósio: “Aqui se promove a discussão a respeito da atuação multiprofissional dentro da Saúde da Família (atenção primária) e Enfermagem Obstétrica. O nosso público alvo é a comunidade acadêmica e profissionais da rede para que esse diálogo pudesse acontecer e despertássemos os acadêmicos, com o relato das nossas experiências, sobre como se dá nossa atuação.  Também conversar com a rede sobre o que temos e o que se deve ter, no intuito de promover uma saúde melhor”, concluiu.

Na manhã do dia 9 foram oferecidos os minicursos “Shantala na Atenção Básica: praticas e experiências”, em que se mostrou como acalmar bebês e fazê-los dormir, “Métodos não farmacológicos para alívio da dor no trabalho de parto”, onde uma dramatização foi realizada com as participantes, mostrando o início de um trabalho de parto e “Práticas para verificação de pressão arterial e glicemia capilar”.

O enfermeiro especialista Rubenilson Luna Matos falou sobre “Por que defender o Sistema Único de Saúde”.

A Profa. Dra. Magnólia Magalhães, uma das coordenadoras, se posicionou sobre os trabalhos: “O Simpósio cumpriu o objetivo de levar conhecimento, práticas e experiências. Contou com 200 participantes, entre acadêmicos e profissionais de diversas áreas da saúde, que usufruíram de várias atividades (palestras, oficinas, minicursos, etc). Sabe-se da importância da atualização e compartilhamento de conhecimento científico nas áreas, devendo incentivar a inclusão de profissionais habilitados na área de saúde pública e enfermagem obstétrica. Espera-se que todo o conhecimento aqui transmitido possa ter tido impacto positivo na atuação desses profissionais”, disse.

No encerramento fez-se a entrega de certificados de menção honrosa nas categorias “Pôster” e “Oral”.

Pôster:  1º – Rafael Lima da Silva;  2º – Samuel de Jesus de Melo; 3º – Aldaísa Pereira dos Santos.

Oral:  1º – Rafael Carvalho de Maria; 2º – Hailane Nunes da Conceição; 3º – Josineide Sousa da Silva.

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Por Emanuel Pereira.

 

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