Pesquisadora do Campus Caxias desenvolve projeto sobre preparo e administração de medicamentos em hospitais do município


Por em 6 de maio de 2021



“Incidentes relacionados ao preparo e administração de medicamentos em hospitais públicos: uma pesquisa-ação”

Início do Projeto: Fotos tiradas antes do período pandêmico.

Estudos relacionados à segurança do paciente apontam fragilidades na cultura de segurança organizacional de alguns hospitais do município de Caxias e a ocorrência de incidentes (erros humanos que ocorreram durante a assistência à saúde), causando eventos adversos aos pacientes. Entre os mais comuns, destacam-se os incidentes relacionados a medicamentos.

Diante dessa realidade, a professora da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) Campus Caxias, Maria Edileuza Soares Moura, doutora em Medicina Tropical e Saúde Pública, vem desenvolvendo o projeto intitulado “Incidentes relacionados ao preparo e administração de medicamentos em hospitais públicos: uma pesquisa-ação”.

O trabalho foi apoiado pelo edital FAPEMA n.º 002/2019 e conta com uma equipe composta por um enfermeiro discente do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade, Ambiente e Saúde (PPGBAS / UEMA) e duas discentes da graduação em Enfermagem que têm familiaridade e/ou estão aproximando-se da temática gestão do cuidado, qualidade da assistência e segurança do paciente.

Início do Projeto: Fotos tiradas antes do período pandêmico.

O tratamento medicamentoso é um processo extenso e complexo, que envolve diferentes profissionais nas suas etapas, apresenta momentos críticos nos quais é possível ocorrer eventos adversos ao paciente. Entre as etapas mais críticas estão a de preparo e de administração dos medicamentos. Com isso, observou-se a necessidade de investigar in loco as condições que propiciam os incidentes nessas etapas com o intuito de se elaborar estratégias de prevenção para diminuir danos desnecessários aos pacientes e melhorar a qualidade do cuidado oferecido pela instituição de saúde. Portanto, o objetivo da pesquisa é investigar os incidentes relacionados ao preparo e administração de medicamentos em hospitais públicos e propor o gerenciamento de risco.

As atividades do projeto vêm sendo realizadas desde janeiro de 2020. Inicialmente foi feito um diagnóstico situacional para dimensionar o problema enfrentado. Após esse momento, foram aplicadas, aos profissionais envolvidos, ferramentas de melhoria da qualidade em reuniões conhecidas, segundo nossa metodologia, como Seminários. Essas reuniões aconteceram de forma remota, pelo aplicativo Goggle Meet devido à pandemia. O projeto continua em andamento e por cauda da pandemia, a aproximação com os profissionais de enfermagem está sendo muito desafiadora.

A metodologia utilizada é a pesquisa-ação que busca o envolvimento conjunto entre pesquisadores e atores que vivenciam essa realidade, para que juntos possam desenvolver análise do processo que propicia a ocorrência de incidentes e planejar ações de prevenção. Os atores que vivenciam essa realidade, no caso, são os profissionais de enfermagem, classe responsável pela execução das etapas de preparo e administração de medicamentos.

Início do Projeto: Fotos tiradas antes do período pandêmico.

De acordo com a orientadora, Maria Edileuza, “como resultados, conseguimos identificar que os incidentes relacionados ao preparo e administração de medicamentos têm múltiplas e diferentes causas, entre elas: excesso de trabalho dos profissionais de enfermagem; prescrições manuais ilegíveis; carência de capacitação regular dos profissionais de enfermagem; falhas na dispensação de medicamentos; falhas na identificação de alergias dos pacientes; falta de atenção, entre outros. A partir dessas causas identificadas, serão elaboradas ações de prevenção”.

“Como benefícios, além de reduzir o número de incidentes que acometem os pacientes durante o preparo e administração de medicamentos, esperamos poder qualificar o cuidado oferecido na instituição reduzindo o tempo de permanência de pacientes na instituição, prevenir os danos desnecessários, prevenir possíveis comorbidades e diminuir as despesas relacionadas ao cuidado da instituição”, destacou professora Maria Edileuza.

Por: Karla Almeida

 

 



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