Edição do UEMA Literatura deste domingo apresenta poesia e poema


Por em 10 de outubro de 2021



O projeto UEMA Literatura deste domingo (10) traz duas publicações: a poesia “O tempo”, de autoria do acadêmico do curso de Administração (Campus Paulo VI), Matheus Muniz Sousa e o poema “O vazio”, de autoria de Neurisvane Gomes, Licenciada em História pela Universidade Estadual do Maranhão.

Poesia – O tempo, por Matheus Muniz Sousa

A cada sopro do vento,

O tic-tac do relógio,

O momento do pensamento,

Tudo é um tempo.

 

Na cidade agonizante,

O passo apressado do pedestre.

No vapor do sol escaldante,

Onde a ansiedade é constante.

 

O barulho dos carros,

A fumaça da descarga a subir,

Elevam ao céu a foligem cinza

Que levam as pessoas a tossir.

 

No tranquilo interior,

Ao amanhecer o dia,

O valente lavrador,

Jaz na roça a capinar.

 

Começam os pássaros a cantar,

O som da natureza a escutar.

O doce cheiro dos capins,

Um belo ambiente a prestigiar.

 

Tempos do mesmo mundo

E ao mesmo tempo diferente.

Sentimentos ou lugares,

Sendo todos da mesma gente.

 

O dia que nasce é de todos,

E todos nós temos o tempo.

O tempo vale mais que o ouro,

Porém ele foge como um vento.

 

Poema – O vazio, por Neurisvane Gomes

Onde se entremeiam os laços,

Onde se dissipa as lembranças;

Lá está a saudade envolta num vazio sem fim.

E é preciso tê-lo,

É necessário senti-lo.

Mas existe algo mais fabuloso no vazio:

A percepção da realidade temporária

Ou exacerbada que nos arranca de nosso estado mental

Envolto no êxtase do autoconsolo.

Haveis de convir;

Vivemos mesmo na era dos extremos,

O mundo é tão grande e ao mesmo tempo tão pequeno,

Não existe meio termo!

Nunca se buscou tanta ocupação

E nunca se esvaziou tanto o coração!

E a felicidade?

Esta parece intocável, ou está em algum lugar,

Um sonho que um dia quem sabe…

Sentimos falta.

Mas que saudade nos traz!

Já tanto faz,

Deixou-se para trás o que não se quer mais,

Pois, o que vale mesmo é o status quo.

Mas e o vazio?

Esse continuará sem nada mudar,

E não é mais de se estranhar,

Em outras meias palavras já faz parte nós.



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