Curso de Medicina do Campus Caxias realiza Cerimônia do Jaleco da Turma XXI


Por em 18 de agosto de 2023



                       

Foi realizada quinta-feira, dia 17 de agosto, no Auditório Leôncio Magno, Campus Caxias, a Cerimônia do Jaleco da Turma XXI do Curso de Medicina, composta por trinta e um novos acadêmicos.

A mesa foi composta pelo Diretor do Curso de Medicina do Campus Caxias, Prof. Sinésio Torres Júnior (representando o corpo docente), Silas Freire Pereira e Silva Júnior (presidente da Atlética Cangaceira), Aluízio de Freitas Carvalho Filho (coordenador geral do Centro Acadêmico de Medicina Aluízio Bittencourt Albuquerque) e Mariana Santos Gonçalves (representante dos alunos de Medicina da UEMA).

O Hino Nacional foi executado e em seguida o Diretor do Curso falou: “Saudações a todos. Acho importante este acolhimento. Sabemos dos sacrifícios que nossas famílias fazem para que vocês possam estar aqui hoje e vencer as batalhas de cada dia. O Curso de Medicina completa 20 anos e temos a satisfação de dizer que ele é nosso. Que tenhamos uma relação de respeito e amizade dentro das normas da UEMA. O curso visa a formação de profissionais éticos, humanos, que exerçam a profissão com zelo e respeito ao próximo. Na Medicina precisamos uns dos outros, sempre pensar no coletivo. A direção do curso estará à disposição de vocês, ouvindo críticas, sugestões e soluções para crescermos e formar grandes profissionais. Vamos ficar pelo menos seis anos juntos e é preciso que todo mundo se ajude. Vamos começar uma nova jornada, cheia de desafios, mas estaremos juntos para vencermos cada etapa”, explicou.

                           

Silas Freire, da Atlética Cangaceira, se manifestou: “Parabenizo a todos. Vocês estão aqui hoje porque os familiares foram a sombra de vocês. Uma vez perguntei a meu pai qual herança ele ia deixar para mim. Ele sorriu e falou que a única herança que deixaria seria a minha educação. Digo aos pais que a Cangaceira é a família da qual seus filhos vão fazer parte agora. Ela é uma organização esportiva estudantil, fundada em 2014, que busca promover a inclusão, interação sociocultural e a saúde física e mental, por meio do esporte e da música, com nossa amada bateria. A inclusão ocorre entre nós, da UEMA, e também com estudantes de outras universidades e com a comunidade caxiense”, destacou.

Ele continuou: “A importância disso é que a grande maioria de vocês está se mudando para Caxias, em busca de seu sonhos, ficando longe da família. Com o tempo a gente se acostuma, mas sempre carrega uma saudade. Vocês vão descobrir uma segunda família, que também sente saudade e vai lhes dar o apoio necessário para superar os desafios. Por isso a Atlética visa promover a qualidade de vida, através do exercício do corpo e da união com pessoas que vão lhes acompanhar ao longo do curso. Estaremos sempre de braços abertos para cada um de vocês”, prontificou-se.

Em seguida, Aluízio Freitas fez uso da palavra: “Esse é um momento de orgulho para vocês e seus familiares. Vocês serão identificados como alunos de Medicina da UEMA. Isso é legal e também uma responsabilidade. Digo aos pais para ficarem despreocupados pois, se os filhos de vocês estão aqui hoje, é porque foram bem criados. Eles estão entrando numa instituição de ensino muito boa, com oportunidades únicas. Terão uma experiência totalmente nova e gratificante, que levarão para o resto de suas vidas. Digo aos calouros que são dignos para ocupar este espaço, pois passaram por um processo seletivo muito concorrido. Não há distinção entre o que passou em primeiro e quem passou em último. Agora todos vocês são MedUEMA. A partir de agora a concorrência acabou. Podem olhar um para o outro, não como concorrentes, mas como parceiro, amigo, companheiro” incentivou.

Para Aluízio, as grandes parcerias que surgirão a partir de agora talvez acompanhe os acadêmicos por toda a vida. Que cada um pense em construir sua jornada, onde quer chegar, seguindo seu fluxo, seu ritmo. Temos alunos menores de idade e com mais de 40 anos, com uma ou várias formações acadêmicas, com habilidades diferentes, na mesma sala”, completou.

                           

Mariana Santos disse: “Parabenizo os calouros e também os pais, que seguraram na mão dos filhos e disseram para não desistir, que daria certo. Essa foi uma vitória de vocês também. Vocês sentem agora orgulho de saber que os filhos serão médicos e, ao mesmo tempo, pensam: ‘não vai ser aqui’. Eles também sentirão saudade. Vocês vão perceber que existe algo muito mais forte agora, que a saudade e a distância não vão separar. Aproveitem cada um desses momentos, pois serão a força para os filhos de vocês continuarem aqui. Eles não estarão sozinhos. Estamos aqui para ser um ombro na hora da saudade, um abraço quando a solidão chegar e ajuda para crescer”, ressaltou.

Ela prosseguiu: “Aos futuros doutores e doutoras, cada momento de persistência valeu a pena. Aproveitem. Essa sensação, no curso, dará força para seguir mais um pouquinho. Às vezes dá um desespero e a gente acha que não vai aguentar e se depara com situações em que queremos ser tudo. De repente tudo muda, a gente tem que se repor no mundo, se relocalizar, saber como agir e ser. Essa fase tem tudo para ser a melhor da vida de vocês. A vivência com pessoas incríveis, experiências de união e parceria, vão aprender a se virar, até os momentos de estresse, pré  prova,  ficarão mais leves com a galera que vão encontrar. Sejam unidos como turma”, recomendou.

Dando prosseguimento, fez-se a entrega dos jalecos, que foram entregues aos calouros pelos respectivos padrinhos e madrinhas.

Logo depois, a aluna Andressa Nogueira fez o juramento de Hipócrates, repetido pelos novos acadêmicos.

O aluno Max Danilo Bezerra, representante da turma XX, se dirigiu aos calouros: “Há cerca de um ano, na condição de calouro, estava preocupado sobre como seria aquela noite. Aquele belo e impecável jaleco. Sim, eu iria vestí-lo! Compareci a este auditório, irradiado pelo sentimento de uma criança quando ganha seu brinquedo preferido e quer a todo custo mostrá-lo, tirar fotos e compartilhar com todos. Vocês, assim como eu, sonharam, acreditaram, batalharam e hoje alcançaram a tão cortejada e privilegiada vaga em uma instituição de Ensino Superior. Após 12 meses, ao transpor o muro denominado vestibular o que surgiu foi um horizonte de outros muros. Mas será que isso vem para gerar medo e angústia? Jamais! Estes muros independem de curso, universidade e lugar, ” destacou.

Ele deu continuidade: “Aqui vocês encontrarão algum porto seguro, gente amiga a quem recorrer nas horas mais tristes e nos momentos mais difíceis. A simbologia por trás desse jaleco é muito mais que uma cerimônia, uma foto em rede social ou status. Assumam um compromisso com vocês mesmos e seu objeto de estudo – a vida humana. Se comprometam a dar o melhor de si para cuidá-la e salvá-la. Bem vindos ao curso de Medicina da UEMA em Caxias!”, finalizou.

No encerramento, foram exibidas em um telão imagens e frases referentes aos calouros e seus familiares e oferecido um lanche.

Por: Emanuel Pereira

 



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