Biblioteca Central da Uema implanta Repositório Institucional


Por em 11 de fevereiro de 2026



                                                               

A Universidade Estadual do Maranhão (Uema), por meio da Resolução nº 1889, aprovada pelo CEPE, implanta o Repositório Institucional para o Sistema Integrado de Bibliotecas (SIB), dispositivo que consiste em viabilizar a produção acadêmica no formato digital, visando otimizar a gestão de investimentos em pesquisa ao estabelecer políticas para garantir o registro e a disseminação da produção científica da Uema, nas 29 bibliotecas da instituição existentes no estado, sob a coordenação da Biblioteca Central – Campus Paulo VI, em São Luís.

A universidade, que vem formando profissionais desde a década de 60, com o surgimento das escolas isoladas de Administração (1967), Engenharia Civil (1967), Faculdade de Caxias (1968), Agronomia (1969), Engenharia Mecânica (1974), Medicina Veterinária (1975), e Faculdade de Educação de Imperatriz (1979), certamente guarda inúmeros documentos científicos no formato físico de grande relevância para a pesquisa científica que, a partir de agora, serão digitalizados e colocados à disposição da sociedade.

                                                             

Com a transformação das Escolas Isoladas e FESM para Universidade Estadual do Maranhão (Uema), em dezembro de 1981, por meio da Lei 4.400, hoje, a Uema conta com 20 Campi e mais 67 polos, entre EaD e Programas Especiais, com alunos distribuídos em 171 cidades maranhenses e 8 estados da federação, e, ainda, vários programas de pró-graduação Lato Sensu e Stricto Sensu – mestrado e doutorado -, em diversas áreas do conhecimento, tendo, essa produção científica aumentado de forma exponencial.

Conforme explica Kátia Soares, diretora do Sistema Integrado de Bibliotecas da Uema, a universidade, com esta iniciativa, entra para o movimento mundial de acesso aberto à produção científica, ao estabelecer Política de Repositório Institucional, garantindo o acesso gratuito à produção intelectual produzida pela instituição, disponibilizando no formato digital e permitindo a busca e recuperação por meio do software DSpace – um instrumento livre de código aberto, que possibilita o armazenamento, o gerenciamento e a preservação, garantindo a visibilidade da produção intelectual em repositórios e bibliotecas digitais.

                                                             

Ela aponta que os Repositórios Digitais são bases de dados online que reúnem, de maneira organizada, a produção científica ou áreas temáticas, além de contribuir para o armazenamento, organização, disponibilização, transparência, busca, recuperação, preservação da memória e acesso à produção institucional de caráter técnico, acadêmico, científico, cultural e histórico, como monografias, teses, dissertações, artigos científicos, livros, capítulos de livros, TCCs, e outros trabalhos acadêmicos. “Sua importância aumenta quando entendemos que eles resgatam a memória da produção acadêmica, conseguindo aumentar a visibilidade dessas informações para o mundo todo”, esclarece a Kátia.

A diretora complementa, destacando que o Repositório chegou para organizar, disponibilizar e preservar a memória científica, cultural e histórica da Uema, seguindo os padrões internacionais para o compartilhamento da informação em rede, além de reunir, em um só local no formato digital, os documentos produzidos e publicados pela Uema, potencializando a socialização e a disseminação da informação, bem como maior visibilidade e acesso à pesquisa técnica e científica da academia.

                                                             

Os Repositórios Institucionais e temáticos apresentam-se como peças-chaves para o processo de comunicação científica, oferecendo novas oportunidades para o compartilhamento da informação, considerando a importância da pesquisa científica face aos novos movimentos de acesso aos estudos, com o objetivo de promover discussões acerca dos Repositórios Institucionais como manifestação da reestruturação do sistema de comunicação científica, além de contribuir na compreensão da importância deste, por meio de algumas reflexões sobre a gestão do conhecimento relacionada com o processo de comunicação e o capital intelectual.

Por Alcindo Barros



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