Universidade e Educação Básica avançam juntas na inovação científica e na preservação do patrimônio
Por Assessoria de Comunicação Institucional em 4 de março de 2026
A integração entre universidade e educação básica ganhou destaque na premiação da equipe vencedora da Categoria Inovação do Torneio SESI de Robótica FIRST Lego League. O projeto foi desenvolvido por estudantes pesquisadores de robótica da Escola SESI São Luís, participantes da competição internacional gerenciada pela FIRST Lego League.
Nesta temporada, com o tema “Unearthed”, a competição propôs uma imersão no universo da arqueologia e nos segredos que permanecem sob nossos pés, incentivando os jovens cientistas a refletirem sobre os desafios da conservação e do uso sustentável desses recursos. A proposta dialoga diretamente com a necessidade de tornar o patrimônio arqueológico mais conhecido, valorizado e protegido.
Ao longo da jornada, o Observatório de História Antiga do Maranhão (OHAM) e Laboratório de História Antiga Mnemosyne da Universidade Estadual do Maranhão orientaram os estudantes na criação de tecnologias digitais voltadas à educação patrimonial, a partir dos sítios arqueológicos maranhenses, muitos deles sob constante ameaça de destruição. A iniciativa buscou transformar o patrimônio arqueológico em conhecimento acessível, mapeado e integrado à formação cidadã, contribuindo também para a preservação das áreas ainda existentes.
A professora de História Antiga da Uema e Coordenadora do Laboratório Mnemosyne, Ana Livia Bomfim Vieira, destacou a relevância da parceria entre universidade e escola básica. “Foi uma experiência extremamente significativa. Conseguimos aproximar a pesquisa acadêmica da educação básica, mostrando aos estudantes que a arqueologia e a história antiga não estão distantes da realidade deles. Quando utilizamos tecnologia para mapear e divulgar os sítios arqueológicos maranhenses, estamos formando jovens mais conscientes e comprometidos com a preservação do nosso patrimônio”, afirmou.
O doutorando do Programa de Pós-Graduação em História da Uema (PPGHIST), Marcos Tadeu Nascimento da Silva, ressaltou o impacto formativo do projeto. “Orientar esses estudantes foi também um exercício de responsabilidade social da universidade. Eles compreenderam que inovação não é apenas criar algo novo, mas propor soluções concretas para problemas reais, como a destruição de sítios arqueológicos. A tecnologia se tornou uma ferramenta de proteção da memória e da construção de repertórios sobre as antiguidades do nosso estado que ultrapassa 7 mil anos”, destacou.
Para o mestrando do PPGHIST/Uema, Ricardo Luis Figueiredo Santos, a experiência reforça o papel estratégico da ciência na educação básica. “O projeto mostra que é possível integrar robótica, arqueologia e cidadania. Trabalhar com os estudantes na construção de tecnologias digitais voltadas à educação patrimonial amplia horizontes e desperta neles o senso de pertencimento e de responsabilidade com a história do Maranhão”, pontuou.
Com o reconhecimento na Categoria Inovação, a equipe garantiu classificação para a etapa nacional da competição, levando consigo não apenas um projeto tecnológico, mas uma proposta de valorização da memória e do patrimônio arqueológico maranhense por meio da ciência e da educação.
Por: Paula Lima/PPG



