UEMA e Embrapa discutem o Zoneamento Econômico-Ecológico do Maranhão

IMG_20180514_095423420Na manhã dessa segunda-feira (14), a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), por meio do Núcleo Geoambiental (Nugeo), reuniu no prédio da Reitoria com os representantes da Embrapa Amazônia Oriental, do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), e representantes de outras instituições para discutirem o Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado do Maranhão: Bioma Amazônia (ZEE-Bioma Amazônia), mais precisamente no que diz respeito à temática solo (Pedologia) maranhense.

A reunião teve como objetivo apresentar os resultados preliminares do levantamento e mapeamento pedológico, cujo objetivo, dentre outros é avaliar a aptidão agrícola das terras na escala 1:250.000. O trabalho está sendo realizado para a área de abrangência do Bioma no Maranhão, como base para a elaboração do ZEE do estado.

Para a coordenadora da temática Pedologia, Elienê Pontes de Araújo (Nugeo/UEMA), o Maranhão está realizando o ZEE em etapas, adotando áreas específicas de acordo com critérios de prioridades. “O levantamento dos solos será no nível de reconhecimento de média intensidade, elaborado de acordo com os métodos e critérios utilizados pela Embrapa Solos (1999) e pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo”, disse.

Ela acrescenta que as atividades de campo, que é uma etapa essencial ao mapeamento de Pedologia, serão executadas no período de junho a setembro deste ano, através de sete expedições, realizadas por três equipes de pesquisadores.

Segundo o coordenador Estadual do ZEE Maranhão, Luiz Jorge Dias, a reunião temática foi importante, porque possibilitou a oportunidade de nivelar metodologias, avançando as discussões sobre o tema em questão. “Nós temos a possibilidade, com a equipe do ZEE, de conhecer a parte do Bioma Amazônico no Maranhão, que representa um terço do território estadual”, declarou Luiz.

E acrescentou: “Entendermos os tipos de solos que aqui ocorrem, como eles se manifestam e quais as suas relações com as atividades econômicas potenciais ou já desenvolvidas em cada um desses pedaços de mais ou menos 100.000 km2, que compõem o Bioma é interessante, porque vai orientar quais são nossas práticas adequadas de uso, de recuperação ou de manutenção de solos em curto, médio e longo prazo”.

De acordo com o chefe da Embrapa Amazônia Oriental, Adriano Venturieri, a reunião teve como grande incentivo apresentar os resultados parciais do que já foi feito. Ele ressalta que a Embrapa Amazônia Oriental foi chamada para ajudar a fazer o mapeamento de solos, e, além de mapear os tipos de solos, construir, também, o mapa de aptidão agrícola, ou seja, apresentar qual a melhor destinação para cada tipo de terra. “Como nós temos uma grande expertise em zoneamento, não só no Pará, mas em toda a Amazônia, estamos compondo este grupo de trabalho, para fazer o melhor e dar nossa contribuição nessa discussão”. Explica.

Durante o encontro foram feitas as seguintes apresentações: O andamento das atividades de Pedologia, A metodologia adotada no mapeamento preliminar da Pedologia, Os resultados preliminares obtidos nos estudos da Pedologia, e As providências necessárias para assegurar o andamento das atividades sobre a Pedologia, entre outros assuntos.

Na tarde dessa segunda-feira e durante todo o dia de hoje (15), a equipe técnica de Pedologia estará concentrada no NUGEO para refinar as diretrizes dos trabalhos, com especial atenção às estratégias das atividades de campo, considerando-se, inclusive, o comportamento do período chuvoso para a região.

Além da Pedologia, a UEMA ainda desenvolve, no âmbito do ZEE-Bioma Amazônia, os trabalhos de Climatologia, Vegetação e Biodiversidade. Todos esses temas contam com o apoio do NUGEO e são considerados essenciais para a concretização do ZEE estadual.

Texto: Alcindo Barros

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