Pesquisadores e alunos do Campus Balsas trabalham na criação do Atlas Toponímico do Maranhão


Por em 6 de setembro de 2017



novo reitor-2Toponímia, que vem do grego topos “lugar” e onoma “nome”, é responsável pelo estudo dos nomes dos lugares, por meio da investigação etimológica e semântica da palavra, bem como suas mudanças linguísticas.

O estudo envolve, além da formação linguística, aspectos culturais, históricos e ambientais na criação do nome.

No Maranhão, as atividades de pesquisa nessa área são tímidas e isso levou docentes da Universidade Estadual do Maranhão Campus Balsas à criação do projeto Atlas Toponímico do Maranhão (ATEMA).

O projeto foi contemplado no edital Universal da Fundação de Amparo à Pesquisa e Desenvolvimento Científico do Maranhão (FAPEMA) e, em julho deste ano, inaugurou local próprio, com instrumentos de suporte às pesquisas.

Durante a primeira etapa dos trabalhos, estão sendo coletados dados do sul do Estado, por meio das cartas topográficas da região disponíveis no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A partir das cartas geográficas, a equipe formada por professores do Departamento de Letras e Matemática, além de estudantes bolsitas e voluntários; fazem um levantamento do inventário lexical dos nomes que serão colocados nas fichas toponímicas. Na análise, leva-se em conta os resultados qualitativos e quantitativos para elaboração do relatório final.

Para a coordenadora do ATEMA, Maria Célia Dias de Castro, criar um atlas toponímico maranhense é um meio de entender mais sobre as raízes históricas e culturais do povo.

“No país, tem muita gente fazendo esse tipo de pesquisa. O nosso interesse é que o maranhão também tenha participação nesse contexto investigativo. O léxico toponímico expressa a cultura de um povo, a religiosidade, a historicidade, a geografia, porque são descritivos e dizem muito sobre os lugares que nomeiam. Então o ATEMA é uma pesquisa seminal no que diz respeito ao nosso contexto de investigação linguística”, enfatiza.

O projeto conta com a orientação da pesquisadora da Universidade Federal de Mato Grosso do SUL (UFMS), Aparecida Negri Isquerdo, por sua experiência em diversos estudos e publicações nessa área, dentre os quais o Atlas Toponímico do Estado do Mato Grosso do Sul.

A estudante do 7º período de Letras, Alice Tavares, que é voluntária do projeto, já tem perspectiva de aprofundar os estudos nessa área.

“Quando iniciei não tinha ideia de como seria a atividade, mas agora compreendo bem
e já penso em utilizar esse conhecimento como base para a produção da minha monografia”, disse.

De acordo com Maria Célia, as pesquisas avançaram bastante nos últimos meses. “Temos um trabalho quase concluído de interpretação de dados da microrregião dos Gerais de Balsas, além do levantamento de vários dados da microrregião das Chapadas das Mangabeiras e de Porto Franco também”, pontuou.

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Por: Débora Souza

Fotos: Luís Paulo 



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