V Colóquio de Ciências Sociais é realizado no Campus Caxias

IMG_2558Aconteceu de 11 a 13 de novembro, no Auditório Leôncio Magno e várias salas do Campus Caxias, o V Colóquio de Ciências Sociais. Fizeram parte da programação exposições de banners, mesas redondas, palestras, minicursos, grupos de trabalho, lançamentos e sorteios de livros e atrações culturais. A realização foi do Curso de Ciências Sociais (dirigido pela professora Arydimar Vasconcelos Gaioso), Departamento de Ciências Sociais e Filosofia (chefiado pela professora Cleia Maria Lima Azevedo) e GESEA (Grupo de Estudo Sócio Econômico da Amazônia).

A Diretora do Centro, Profa. Jordânia Pessoa, se pronunciou na abertura: “Achei o tema muito salutar, pelo momento histórico que nosso país vive. Um momento que chamo de perigoso. Não podemos nos calar, principalmente a área acadêmica. O  mais belo no Brasil é diversidade. Temos que ter um país justo, que discuta na arena da democracia”.

 IMG_2702A Profa. Dra. Maria do Socorro Borges da Silva falou sobre o tema do encontro: “Ciências Humanas: o pensamento crítico é uma ameaça?”. Ela iniciou com a noção de território e citou a questão de resistência: “Essa pergunta é uma potencia política. Sim, é uma ameaça, na medida em que estamos numa sociedade normativa, de controle, num sistema opressivo. E essa ciência possibilita rompimentos, manifestações de contradição. Todas as revoluções e, de certo modo, os processos democráticos, surgiram desse pensamento”, disse.

Para a acadêmica Jaísa Maria Caldas, do 6º período de Ciências Sociais da UESPI (Universidade Estadual do Piauí), os temas eram abrangentes. “Vim apresentar um trabalho sobre o rap feminino. Senti necessidade disso para aumentar a visibilidade dessas mulheres, pois a maioria das produções é masculina. Elas enfrentam diversas barreiras. Foi meu 1º trabalho apresentado. A finalidade é envolver as pessoas daqui e de Teresina na questão do hip-hop feminino”, destacou ela.

A convidada da mesa redonda “Suicídio em debate: há meios efetivos de prevenção?” foi a psicóloga Larissa Carvalho. Para ela, esse é um problema que está mais próximo de nós do que imaginamos. “É a 2ª maior causa de mortes de jovens no mundo. De 5 a 50 pessoas são afetadas por um suicídio. É um problema social, médico e psíquico. Não há como acabarmos com isso, mas podemos reduzir as taxas. No caso dos estudantes, quando um aluno chega na escola com um problema, ele vem de um contexto familiar. Há professores que arregaçam as mangas por seus alunos. Eles que identificam muitos casos e encaminham ao profissional de saúde mental ”, explicou.

De acordo com a especialista, no Brasil, quem mais recorre a essa medida são enfermeiros, professores e policiais. A pessoa que pensa em cometer suicídio precisa ser mantida em segurança: “Temos que ter cuidado com o que falamos. É preciso ter amor e disposição interna para trabalhar com isso. Entre os estados afetivos surge o desamparo (ninguém a entende ou se preocupa), a depressão (principal transtorno) e o desespero. A OMS diz que a espiritualidade é um fator de proteção e a ajuda profissional é necessária”. 

Por Emanuel Pereira

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